
Páginas Esquecidas, de Agostinho da Silva
Fixação do texto, selecção, introdução e notas de Helena Briosa e Mota
(edição Quetzal, 2019)
“Por decisão da organizadora, este livro mantém a grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990”

Páginas Esquecidas, de Agostinho da Silva
Fixação do texto, selecção, introdução e notas de Helena Briosa e Mota
(edição Quetzal, 2019)
“Por decisão da organizadora, este livro mantém a grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990”
A edição,vendo a foto ao pé do nariz,cheira a Quetzal.
Mas Agostinho é sempre Agostinho.Imitando Vergílio Ferreira acerca de Pessoa:-
–Ainda não houve quem lhe desse a volta.Nunca lha dei.
Porque Agostinho insinua-se bem,desafia,anuncia futuros que eu só em sonhos.
Gosto mas.
Sim, lapso meu. É a Quetzal.
Páginas Esquecidas de um autor que também anda um tanto ou quanto esquecido… e é pena.
⚘
Maria
Os autores são muito aquilo que os herdeiros querem que seja ou estejam dispostos (ou capacitados) para lhe perpetuarem a memória.
Cada vez me convenço mais disto.
E cada vez percebo mais a diferença entre uma Sophia ou um Sena, por exemplo, com herdeiros que não deixam apagar o espólio, em comparação com outros autores (Cinatti, Ruben A, Reinaldo Ferreira…) que não tiveram esse privilégio ‘post-mortem’.