
Quando um chefe de governo faz esta figura no Parlamento, é óbvio que o seu tempo acabou. Theresa May deveria ir-se imediatamente embora e poupar o Reino Unido a mais episódios tristes destes. Quem vier a seguir que aproveite a abébia que o Tribunal de Justiça da União Europeia (tão criticado pelos defensores do Brexit) acaba de lhes dar. A continuarem neste caminho arriscam-se a afundar de vez a sua ilha.

Na minha modesta opinião, a melhor solução é fazer outro referendo, pode ser que o resultado seja melhor para os interesses da UE e para o Reino Unido e se não for espera-se mais algum tempo e faz-se outro.
” É necessária a política no governo das nações mas fazer política não é governar. “
WW
Os britânicos há se pronunciaram sobre o assunto.
Concordo, Teresa May ultrapassou o prazo de validade, que nunca foi grande e não por responsabilidade própria – os ratos roeram o porão e abandonaram o barco. A questão é que não há ninguém nos conservadores que se perfile, com ou sem perfil, para gerir esta situação, e convocar eleições, agora, seria o descalabro total. Será talvez a Rainha, que não pode interferir, quem acabará por (recor)dar a palavra que o RU precisa: “There may be dark days ahead and war is no longer confined to the battlefield.”
A questão é que não há ninguém nos conservadores que se perfile
Disto que a Sarin diz (e com o que eu concordo) deriva-se que Theresa May não pode abandonar o barco.
Tendo ou não tendo ultrapassado o prazo de validade, tem que continuar em funções enquanto ninguém a desafiar para a substituir.
E ninguém tem tomates para o fazer.
Não será uma questão de salada mas de coragem. E sim, é isso.
Onde andará o predecessor?
O predecessor, tal como todos os outros, não está interessado em ir para o leme daquele barco. E ninguém o pode obrigar a fazê-lo.
Acionar ou desacionar(!) o Artigo 50º do Tratado da UE?.
Afinal foram só os Juizes da UE que, em causa própria, piscaram os olhos em primeiro lugar.
Esta decisão é juridicamente nula. Os próprios Juizes reconhecem a necessária rectificação por um orgão Legislativo.
Esta UE nunca teve dignidade “nacional”. A supra-nacional falhou.
Esta UR é apenas um conjunto de funcinários, bem pagos, a fazer o que a Alemanha quer que eles façam.
Indubitavelmente procurou-se, via esta pseudo-união, escamotear um novo Reich. Está a ruir.
Neste caso não foi prevista legislação -detalhe legislativo- de como proceder num “sair”. Paciência. Isto mesmo no caso de alguém que esteve e (ainda) está dentro da UE, mas com uma série de “opt-outs”, inclusivé a trágica “moeda comum”.
Os Juízes tentaram ridiculamente legislar “by the bench”, em causa própria, como diz o próprio nome do Tribunal. Ou será que se julgam “juízes de fora”. Ridículo.
O autor não aceita que haja alternativas Europeias. Cominhos diferentes. No fim redundância.
Com inconscientes assim da natureza dos próprios regimes não admira que a Europa Ocidental caminhe para o desastre.
Do outro lado está Juncker – um alcoólico.
Não está somente Juncker.
Churchill e Estaline também eram alcoólicos, mas venceram a guerra.
Mesmo os alcoólicos têm muitos momentos de lucidez.
Juncker muito em breve se irá embora e será substituído.
Discordo.
Há sempre deputados que se riem quando não devem. No nosso parlamento também há.
Nunca devemos ligar àqueles que se riem de nós. Sabemos que eles são parvos. Devemos fazer vista grossa.
Theresa May, com grande dignidade, mantem-se ao leme. Satisfazendo uma necessidade evidente, porque não há absolutamente ninguém com mais capacidade que ela que se perfilhe para pegar nesse leme.
Eu não tenho Theresa May em grande conta, mas todos os outros que se vêem são muito piores que ela. E sabem-no.
Mas é possível construir seja o que for aos arrepelões da vontade dos povos?
Aguenta uns tempos e à primeira desfaz-se.
A Grã-Bretanha é um grande e digno país e uma Democracia a sério.