
A peça de capa da edição desta semana da revista Sábado, que nos traz uma surpreendente revelação pela pena de Maria Henrique Espada: os milhões gastos pelo Governo de Salazar para promover a imagem de Portugal nos EUA, nas décadas de 50 e 60. Vários jornais aceitaram de bom grado este bónus financeiro, começando pelo New York Times.
A excelente entrevista do nosso Adolfo – apresentado como “carismático vice-presidente do CDS” – ao diário espanhol El Mundo. Começando pelo título: «No podemos ceder ante proyectos que mitigan la libertad». Eis outra frase que merece destaque: «Não gosto do identitarismo da esquerda populista nem do contra-identitarismo da direita populista.»

Quem estará a pagar agora para, por exemplo, calar a que parece ameaçar tornar-se uma espécie de 2ª Revolução Francesa?!
Quase só acedemos a alguma informação através dos camionistas de José Candeias, pela cinco da manhã.
E bem podem pagar, porque o Movimento dos Coletes tem tudo para provar que a democracia direta é possível e muito mais eficaz.
Veremos.
João de Brito
Não percebi a relação entre os coletes em França e os destaques que aqui trago.
portadaloja:
O título da capa, da responsabilidade do director Eduardo Dâmaso e do editor-executivo, um tal Carlos Torres, replica o mote de sempre nos media nacionais: denegrir o nome de Salazar, nem que seja à custa de falsidades estudadas em factos reais.
O título de apresentação do tema de capa, pelo referido Carlos Torres, é “A promoção de Salazar”, o que é objectivamente falso. A promoção não é a Salazar mas sim ao país.
O título da capa é outra mistificação de tomo. A campanha publicitária e de relações públicas encetada com uma agência norte-americana nãos e destinou a branquear um regime, mas sim a dar a conhecer um país e as suas tradições. Só com manifesta ignorância ou má-fé se poderá lançar o escarro ideológico que fica na capa da revista.
É por estas e por outras que a credibilidade dos media em Portugal tende a rebaixar-se ainda mais. Portugal não era um regime sujo, como o eram os regimes de Leste que certos jornalistas da actualidade julgaram ser os ideias para substituir o de Salazar e Caetano.
Portugal, como todos os países europeus das décadas de 50 e 60 precisava de incrementar o turismo, fonte de divisas. Um dos modos seria a promoção do que nós tínhamos de interessante para qualquer turista visitar.
O país pagou então uma campanha de “relações públicas” junto dos americanos, peritos nessas matérias, para propagandearem as belezas naturais, os recursos artísticos e os lugares de interesse para visitas.
Qual o país que não faz isto? A França dos gloriosos anos não fez? A Espanha franquista não fez? Os ingleses ficaram parados na sua ilha à espera que fossem ter com eles?
Os próprios americanos tinham os seus métodos de regime, também. A revista Selecções do Reader´s Digest que chegava cá em edição brasileira, era um dos veículos privilegiados de propaganda do american way of life. Os russos, nos anos sessenta replicaram a ideia com uma edição famélica a que chamaram Sputnik, muito em destaque por cá, depois de 25.4.1974.
De resto a descoberta da Sábado vem demonstrar o engano daqueles que sempre disseram ser o regime de Salazar um regime isolacionista e caracterizado pelo “orgulhosamente sós”.
Afinal lá vai mais um mito desta esquerda prevalecente na sociedade portuguesa e mediática. Um tiro no pé.
O autor da descoberta fantástica é um tal Vasco Ribeiro que ensina “Comunicação Política” na Universidade do Porto. Pelo título deve ser um curso fraudulento. Afinal, esta “comunicação política” é o contrário do que pretende demonstrar…
Seria muito mais interessante saber quanto é que o país gastou, nos anos a seguir ao PREC, para restabelecer uma imagem, essa sim suja pela malta da extrema-esquerda que assim actuou a mando ideológico.
Alguns deles estão na Sábado. E em posto de comando…
Já não há pachorra para tanta merda desinformativa, com o aval de professores de caca…racá. E depois queixam-se das “fake news”…
Um comentador anónimo a citar um autor anónimo. Com corajosas opiniões anónimas.
Coisa tão linda.
E por ser anónimo deixa de ser verdade ou de ter razão?
Deixe lá a verdade para os filósofos.
Fiquemo-nos pela credibilidade.
Quem quer ser credível não atira a pedra escondendo a mão.
“Um comentador anónimo a …”
O ser anónimo não me impressiona. Dou mais atenção às asneiras que o comentador diz. Não sei se vale a pena responder. Talvez fosse preferível sugerir ao autor que se organize e tente formar um partido ou aderir a um existente. Só para ver se consegue chegar nas eleições aos 0,1 por cento. Por enquanto parece-me que estamos livres desta malta. É deixá-los falar…
O facto de ser anónimo invalida à partida qualquer possível discussão.
Eu só discuto com gente que tenha a cara descoberta. Não dou para o peditório dos embuçados.
Nota-se bem que és mais um (entre muitos no “jornalixo)) imbecis/canalhas a soldo,agora não publiques isto só para provar que és um democrata anti-censura.
Este usa chapéu de arame e vem aqui mostrar-nos isso.
Talvez lhe dê jeito para enfeitar a árvore de Natal lá de casa.
O que é que são “o identitarismo da esquerda populista” e “o contra-identitarismo da direita populista”?
O “carismático vice-presidente do CDS” não tem andado um bocado desparecido? Nunca mais ouvi falar dele. Só vejo a Cristas a cacarejar (ainda ontem despertando uma valente gargalhada à Mariana Mortágua), mas o carismático, não o vejo.
Não sei de que tendência política é este jornal El Mundo (os jornais espanhóis têm usualmente tendências políticas bem vincadas). Mas estranho que diga que “o CDS tem vindo a subir nas sondagens”. Eu ainda não reparei que isso tenha vindo a suceder…
Chiça. Meia hora enfiado nesta caixa de comentários.
Há gente que não tem mesmo nada que fazer.
Fica o nosso agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar.
Vai perder leitores com este destaque, Pedro!!
Parece que, como Hitler, o nosso homem pardo, também levava umas estimulantes injecções .. ou seriam só para a ciática?
Alguns aparecem aqui com uma escrita muito ornamentada. Para condizer com o que têm na testa.
Refresquem-me a memória, por favor : esses tipos fizeram capa(s) sobre a miserável e vergonhosa ” actuação” da canalha ” governamental” nos casos dos incêndios e da mais de centena de mortes do ano passado, do ridículo espantoso que foi o roubo (‘) de Tancos, da desgraça completa que é a tipa da “cóltura”, do desleixo incompetente e criminoso que desemboca em tragédias como a de Borba, da impunidade corrupta e reles dos corruptos e reles frequentadores do alterne ali a S.Bento ( serviço de manicure incluído…) , etc. etc.?
Mas dão-se ao trabalho de fazerem uma capa sobre uma prática mais que corriqueira em todos os países…e em todos os governos.
Vide o “Arquivo Mitrohkine”…
A propósito : essa gente fez alguma referência ao 25 de Novembro?
Há pouco apareceu aqui um (oportuníssimo)) post sobre a credibilidade da imprensa e dos seus agentes…
JSP
Se não gosta empurre para a borda do prato. E que lhe faça bom proveito.
Boa noite , sobre o Estado Novo e a governação de Salazar , recomendo que leia o post de Cristina Miranda “Um país em ruínas” no Blasfémias .
Luís Almeida
Boa noite para si também.
o que raio quer significar o vocábulo “identitarismo” ?!…será da família do “destitutiva” ?!
apesar da estagnação no PSD e com a mais que provável subida eleitoral do BE e do PS, o partido destes baratinados ‘crâneos’ formatados na juventude centrista, arriscam a voltar a ir todos no mesmo táxi para a AR.
ontem mesmo houve 2 bairristas de Lisboa – a ‘maluquinha de Arroios’ e o ‘ventoínha das Furnas’ – que me fizeram rir a bandeiras despregadas !…
ela de hilário gozo !…ele de nervoso miudinho, quase em pânico…
No tempo do Salazar é que era bom, não era? O Benfica ganhava sempre por imposição dos mecanismos da ditadura, infiltrados no futebol. Sua Excelência, o lampião-mor, até impedia os craques de abandonarem o clube enquanto chamava Eusébio e Coluna a São Bento para umas sessões de bate-papo.
Do tempo de Salazar,só tenho saudades da Marinha Mercante… e do “Livro Único” .
A propósito de Salazar : – A Ponte 25 de Abril já estará paga?
Amendes
Ninguém apontou os custos da ponte. Por ser feio apontar.
E eu tenho saudades da Pide, da Censura Eda Milícia (que me deu tanto gozo quando era jovem). Mas o que mais me faz falta é a guerra colonial.
Este “João” diz o mesmo que um tal José dirá daqui a dois minutos.
Eu tenho saudades da Pide, da Censura e da Milícia (que me deu muito gozo quando era jovem). Mas o que mais me faz falta é a guerra colonial.
Este “José” diz o mesmo que um tal João disse dois minutos antes.
Se ler bem não é exactamente o mesmo.
Pedro correia fez um post, sobre artigo da “sábado”. Todos o atacam como se ele fosse o autor. As respostas que tem dado são muito adequadas. Também não concordo com título da revista (concordando com o perseeverante portadaloja). Mas não fico aos pinchos. Moscas da fruta e carabineiros snipers, abundam… Eu nem responderia. Por escrito tudo fica pesado. Ser mural é preciso. É preciso ser mural. 😉
Chego bem para eles, meu caro. Tenho a pele dura.
Um abraço.