O “estado da arte” actual … Dois “artistas portugueses” à serra de Monchique.
7 comentários em “Palavras para quê? …”
Não sei quem são os cómicos. Conheço gente que para calcular 2×11 puxa do telemóvel, e vota. Conheço gente que não sabe conduzir e tem carta, e vota. Conheço gente que não sabe ser pai, e vota. Conheço gente que não sabe atacoar os sapatos, e vota. Conheço gente que não sabe entender o que lê quando assina contratos, e vota. Conheço gente que estaciona sempre nos lugares para deficientes sem o serem, e vota. Todos os dias lido com idiotas adultos que não sabem mudar uma lâmpada, trocar um pneu, respeitar uma fila, estrelar um ovo. E votam. Conheço um subdirector dum organismo público que chamou a assistência porque o AC estava avariado. Era o remoto que não tinha pilhas. E vota. Ontem saí da bomba de gasolina atrás dum casal aí dos seus 40s. Compraram tabaco e tiraram dois cafés de máquina e montaram-se no Mercedes. Fui atrás deles por coincidência. Daí a pouco voaram dois copos de plástico pela janela. Passado um pouco voaram os celofanes do tabaco. Fui atrás já por curiosidade, e daí a pouco voaram duas beatas acesas. Parei a apagá-las e a pensar que essa gente vota. Essa gente engole tudo. O Robles não fez nada ilegal, Monchique foi um sucesso, em Pedrógão foi um raio, a austeridade acabou, nunca estivémos tão bem, e somos tão espertos que “vendemos” dívida aos tansos dos estrangeiros. Já ouvi essa. Isto é Portugal. Fátima, Futebol, e Fado, como muito bem percebeu a Madonna. Enquanto o Visa funcionar tásse bem, e depois, alguém há-de pagar.
Devem (poder) votar todos. Mas esses todos poderiam ser um bocado mais capazes. E a melhor maneira de os fazer mais capazes é dizer-lhes a pouca coisa que vão sendo.
Não saberia fazer uma prova de aferição dessas. Há gente quase analfabeta que sabe muito bem o que faz, o que quer, o que está certo e errado, que preza a verdade e a honestidade, e que não se deixa enganar facilmente. Todos devem votar. Mas também convém saberem estrelar um ovo, atacoar os sapatos, fazer contas, e ler a letra miudinha. Aprender a pensar, no fundo. Aprender a questionar, inclusive os próprios pensamentos, as próprias convicções. Não engolir as explicações oficiais e costumeiras – a culpa é dos fascistas, dos comunistas, do Passos Coelho, do eucalipto, dos capitalistas, das privatizações, das nacionalizações, do governo e da oposição. No fundo, de ninguém? Alguém é culpado, alguém é responsável, e deve-se exigir justiça. Eu não vejo isso. Vejo as pessoas interessadas, sobretudo, em alhear-se, incluindo na forma mais perigosa, que é deixar outros pensar por eles. É isso que abre as portas aos Trumps, Putins, Erdogans, Maduros, e Antónios Costas.
Apanhei agora um dos imbecis. Tenho que começar a tirar fotos para se perceber bem, mas é fácil explicar; Um imbecil, ou uma, estacionou em segunda fila, com uns 6 lugares vagos à frente do carro e pelo menos 3 atrás. Quase escolheu a dedo o pior sítio. Os outros têm que contornar o imbecil, os de frente lá esperam, pisa-se um traço contínuo, cria-se uma fila. Porque alguém não esteve para colocar o carro 4 metros mais à frente ou 3 mais atrás. E vota.
PS Os lugares vagos já lá estavam, eu tinha passado por ali minutos antes.
Não sei quem são os cómicos. Conheço gente que para calcular 2×11 puxa do telemóvel, e vota. Conheço gente que não sabe conduzir e tem carta, e vota. Conheço gente que não sabe ser pai, e vota. Conheço gente que não sabe atacoar os sapatos, e vota. Conheço gente que não sabe entender o que lê quando assina contratos, e vota. Conheço gente que estaciona sempre nos lugares para deficientes sem o serem, e vota.
Todos os dias lido com idiotas adultos que não sabem mudar uma lâmpada, trocar um pneu, respeitar uma fila, estrelar um ovo. E votam. Conheço um subdirector dum organismo público que chamou a assistência porque o AC estava avariado. Era o remoto que não tinha pilhas. E vota.
Ontem saí da bomba de gasolina atrás dum casal aí dos seus 40s. Compraram tabaco e tiraram dois cafés de máquina e montaram-se no Mercedes. Fui atrás deles por coincidência. Daí a pouco voaram dois copos de plástico pela janela. Passado um pouco voaram os celofanes do tabaco. Fui atrás já por curiosidade, e daí a pouco voaram duas beatas acesas. Parei a apagá-las e a pensar que essa gente vota.
Essa gente engole tudo. O Robles não fez nada ilegal, Monchique foi um sucesso, em Pedrógão foi um raio, a austeridade acabou, nunca estivémos tão bem, e somos tão espertos que “vendemos” dívida aos tansos dos estrangeiros. Já ouvi essa.
Isto é Portugal. Fátima, Futebol, e Fado, como muito bem percebeu a Madonna. Enquanto o Visa funcionar tásse bem, e depois, alguém há-de pagar.
Quem devia então votar? Uma Prova Nacional de Aferição, seria a solução?
Devem (poder) votar todos. Mas esses todos poderiam ser um bocado mais capazes. E a melhor maneira de os fazer mais capazes é dizer-lhes a pouca coisa que vão sendo.
Jpt, a bem da especialização, ficamos todos pouca coisa
Não saberia fazer uma prova de aferição dessas. Há gente quase analfabeta que sabe muito bem o que faz, o que quer, o que está certo e errado, que preza a verdade e a honestidade, e que não se deixa enganar facilmente. Todos devem votar. Mas também convém saberem estrelar um ovo, atacoar os sapatos, fazer contas, e ler a letra miudinha. Aprender a pensar, no fundo. Aprender a questionar, inclusive os próprios pensamentos, as próprias convicções. Não engolir as explicações oficiais e costumeiras – a culpa é dos fascistas, dos comunistas, do Passos Coelho, do eucalipto, dos capitalistas, das privatizações, das nacionalizações, do governo e da oposição. No fundo, de ninguém? Alguém é culpado, alguém é responsável, e deve-se exigir justiça.
Eu não vejo isso. Vejo as pessoas interessadas, sobretudo, em alhear-se, incluindo na forma mais perigosa, que é deixar outros pensar por eles. É isso que abre as portas aos Trumps, Putins, Erdogans, Maduros, e Antónios Costas.
Apanhei agora um dos imbecis. Tenho que começar a tirar fotos para se perceber bem, mas é fácil explicar;
Um imbecil, ou uma, estacionou em segunda fila, com uns 6 lugares vagos à frente do carro e pelo menos 3 atrás. Quase escolheu a dedo o pior sítio. Os outros têm que contornar o imbecil, os de frente lá esperam, pisa-se um traço contínuo, cria-se uma fila. Porque alguém não esteve para colocar o carro 4 metros mais à frente ou 3 mais atrás. E vota.
PS
Os lugares vagos já lá estavam, eu tinha passado por ali minutos antes.
A dupla nacional mata – talvez por omissão, mas o resultado é o mesmo.
E não mata de riso…