Algumas pessoas perguntam o segredo do nosso longo casamento. É simples, nós damo-nos tempo de ir a um restaurante duas vezes por semana. Jantar à luz das velas, música de fundo e dança. Ela vai às quartas e eu às sextas.
Henny Youngman
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Isso é batota. Assim também eu.
Lembra:
O amor é como um punhado de areia na mão. Se fecharmos muito a mão, ela escapar-se-á por entre os dedos e se aberta demais voará com o vento.
Há também a solução dos nossos antigos reis, que habitavam em palácios conjuntamente com as suas esposas, só que, eles dormiam num quarto e elas noutro. E geralmente os quartos não eram contíguos.
Não era contíguos, é verdade! Mas, por outro lado, os reis beneficiavam de um sistema de videovigilância interno
“eles dormiam num quarto e elas noutro. E geralmente os quartos não eram contíguos.” Luís Lavoura esclareça-me: havia depois outro quarto para a queca ou como era?
Não o sei esclarecer quanto às quecas. Não as presenciei. Nem sei se elas tiveram lugar. Suspeito que, a ocorrerem, terão sido poucas. Os casamentos nesse tempo eram arranjados e os reis frequentemente satisfaziam-se com outras mulheres que não as rainhas.
Quanto aos quartos de dormir serem separados, pode-se constatar numa visita aos palácios reais, por exemplo Sintra ou Ajuda.
” os reis frequentemente satisfaziam-se com outras mulheres ” E as rainhas satisfaziam-se como? Por que razão só apresenta o ponto de vista masculino? Ou as mulheres, como a maioria das de hoje, achavam que orgasmos não eram para elas? Esta ideia ainda hoje é muito forte entre elas.
Eu só falo daquilo que sei (ou julgo saber).
Que os reis se satisfaziam frequentemente com outras mulheres é sabido – veja-se o ror de filhos bastardos que tinham. Já a forma como as rainhas se satisfaziam é desconhecida, por isso não posso falar dela.
Não apresento nenhum ponto de vista, mas tão-somente os conhecimentos da História.
Aquilo que as mulheres achavam no passado sobre os orgasmos, não faço ideia. Mesmo atualmente, há muitas mulheres que acham coisas diferentes, portanto não se pode generalizar.
Está enganado, essa ideia é muito forte principalmente entre homens.
Talvez o ponto de vista feminino seja omitido porque desconhecido – porque eram homens que aprendiam a escrever e eram homens que escreviam os livros e eram homens que, até há pouco mesmo em Portugal, tinham o poder de renegar a esposa, rainha ou plebeia, caso suspeitassem da sua satisfação com outros.
“Está enganado, essa ideia é muito forte principalmente entre homens.” Curiosidade: qual ideia?
A ideia que o comentador Marco expôs.
Para não chocar o puritanismo actual das metoo, venho informar que agora o objectivo é a esfoliação do(a) dito(a) cujo(a). Nada dessas coisas terríveis e vergonhosas, pois, tal como a serpente muda a pele, a actividade deve ser levada a efeito para evitar células mortas.
Portanto, deixemo-nos dessas indecências dos orgasmos que tanto ensombram as e os avançado(a)s civilizacionais. Esta actividade só se deve manter em prol de uma pele saudável.
Quem quiser orgasmos coma hambúrgueres.
Muito bem. A FIFA vai acabar com indecências na Televisão. Não quer que apareçam gajas boas, só são permitidas gajas gordas e malfeitonas. Quanto a homens, não há restrições, qualquer coisa serve.
“só são permitidas gajas gordas e malfeitonas” Óptimo, lá vou ter uma oportunidade.
“Quanto a homens, não há restrições, qualquer coisa serve.” Isso é porque elas não têm tusa.
Vento, tendo em consideração a sua respeitável Devoção que Palavra lhe merece o Sexo como Diversão? Pecado a sua Acção ou a sua omissão?
O Gajo é um gajo porreiro e aparenta abordar o sexo mais como devoção à memória do que propriamente ao acto.
Perguntou-me em tom pedagógico e amigável uma escritora e académica muito conhecida internacionalmente: “Depois dessa quantidade de sexo consumida, o que fica?”.
A minha resposta a sua pergunta é a pergunta dessa mulher que eu a mim mesmo respondi.
Por outro lado, basta ao discípulo ser seu mestre e ao escravo ser seu senhor. O meu caro ainda tem uma estrada longa a percorrer.
Obrigado, Sensei!
The king of the “one liners”. Top!
Agora a sério, que o assunto merece:
Sou casado há quarenta e tal anos com a mesma mulher.
O segredo consistiu, tem consistido, em conceber o casamento não só como uma fonte de satisfação mas também como um compromisso e um projeto de vida.
Tal conceção, sendo consequente, não aguenta tudo nem justifica tudo.
Mas aguenta muita coisa e justifica muita coisa.
No nosso caso, trouxe-nos até aqui.
João de Brito
“Sou casado há quarenta e tal anos com a mesma mulher.” E eu há cinquenta e tal (e seis, salvo erro). Tudo normal com, de vez em quando, umas quecas por fora para variar e salgar a vida.
Não fui muito rigoroso no meu comentário anterior.
O post também é de levar a sério.
Só que é uma mera estratégia para.
Não é uma conceção de.
João de Brito
É outra coisa, não um casamento.
No meu caso, casado à 33 anos e desde os 19 de idade, o “segredo” tem sido um inviolável respeito mútuo e sempre em conjunto para todos os lugares. Se voltasse atrás, repetia as mesmas coisas até ao infinito. Cps António Santos
Sempre em conjunto para todos os lugares….mesmo todos?! Não há assim um ou outro passeio solitário, uma reunião de amigos do mesmo sexo…festas que um detesta e outro aprecia e que o amor compreende que não são para dois…
Efectivamente algumas vezes não fomos em conjunto, pelas mais diversas razões. No entanto, neste tipo de circunstância que descreve “…festas que um detesta e outro aprecia…” sempre que possivel optamos por estar presentes com a condição de que não existe lugar a maus humores e a coisa tem decorrido bem. Cps António Santos
“à 33 anos” Ah… Adopta o Acordo Ortográfico? Como não gosta de consoantes mudas…
Pronto. Já se viu que um casamento se mantém com malta casada. Não há segredo algum.
Ah, ah, ah. Mas olhe que há segredo, sim. Que não é sempre o mesmo segredo, mas assenta muito no bom carácter de cada elemento, no que viveram juntos durante muitos anos, no ambiente acolhedor que construíram e de que também beneficia o resto da família se ela existe.
O casamento é uma grande prova de humanidade. Mesmo – ou talvez sobretudo – se acontece por amor.
Aprendam com o rei Juan Carlos e a rainha Sofia. U5k
https://www.youtube.com/watch?v=7Y95ZFAs
Ser rei não se aprende.
Herda-se, por definição.
Inútil, portanto, aprender com eles.
João de Brito
Vamos para 38 anos. Nem sempre foi um mar de rosas e nunca foi uma paixão assolapada . Sempre nos gostámos imensamente e respeitámos inequivocamente. Nem sempre pudemos ter férias juntos ou mesmo fins de semana, por isso todas as oportunidades que surgiam, agarrámos com unhas e dentes e tornámo-las momentos inesquecíveis.
Nunca gostámos das mesmas coisas. Não somos fãs dos mesmos escritores, das mesmas publicações, dos mesmos canais televisivos, dos mesmos filmes ou séries, dos mesmos clubes de futebo, dos mesmos partidos políticos… é nas diferenças que está o sal da vida, o interesse, o debate, o equilíbrio que se procura no entendimento e na aceitação.
Se tivéssemos os mesmos gostos, terminássemos as mesmas frases, e vivêssemos, não num estado de respeito mútuo e inesgotável amizade, mas possessividade e delírio de “almas gémeas” seguramente estes 38 anos tnham sido um tédio, um inferno, e muito provavelmente não tinham durado dez.
“Nem sempre foi um mar de rosas e nunca foi uma paixão assolapada”
Permita-me Dulce mas estranho é esse Amor. A Paixão faz parte itinerante sempre das alvoradas Amorosas. Bem sei que depois vem a tarde e a hora do deitar, mas o inicio, esse, também teve o seu começo, como o Amor tem sempre o seu fulgurante começo na Paixão. Se não como o distinguimos da amizade?
Se o amor não tiver por base uma grande amizade, bem alicerçada, elevada, sublimada à essência primordial de um forte e recíproco sentimento, então é apenas fogo de Sant’ Elmo, Gajo.
É por isso que o divórcio se tornou uma banalidade.
O amor começa como paixão e acaba,acabará? , em amizade
Se a amizade que une duas pessoas for verdadeira, forte e bem resolvida, o amor não acaba nunca. Os hábitos, bons e maus só caem num marasmo suportável pelos costumes enraizados, se os deixarem ganhar raiz . O sustentáculo da família, é uma pobre desculpa para explicar um sentimento de fogo de vista : sobe alto, brilha, ilumina a vida e morre antes de se poder afirmar.
Pior que a banalidade do divórcio só hábito que sustenta os casados
Uma prisão é boa se tiver as portas abertas?
O casamento é uma cabala marxista promovida pelo mainstream jornalístico para entravar o livre mercado da oferta e da procura de sexo e entretenimento (mas a Disney acabará por pôr fim a isso, mais tarde ou mais cedo). A “porta aberta” é a enésima declinação dessa estratégia marxista.
Hehe, não, o Casamento é um contrato livre entre pessoas, precisamente aquilo que o Marxismo odeia.
Um Marxista teria um gigantesco programa estatal para determinar quem seriam os pares “ideais”.
No caso em apreço, não as portas mas sim as pernas.
“se tiver as portas abertas?” É melhor do que com elas fechadas. Se em vez das portas forem as perna (como diz o Gajo) ainda melhor.
Não Há limites para o cinismo
O que prevalece e dá sentido e grandeza à vida do ser humano é, em todas as circunstâncias, a capacidade de desafiar
concretizando 🙂
Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas.
Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho,
Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.
Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um do outro.
Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações.
E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente,
E o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro.
Khalil Gibran
Quando eu tiver idade para casar…vou escolher um marido como “O Gajo”…Quero ter um casamento feliz e… dura-d’oiro…;)
Eu sou mais Uva d´Oiro!!
Quando tiver idade para casar, vou escolher um marido como “O Gajo”.
Quero ter um casamento feliz e…dura – d’oiro…
Onde foi parar o outro comentário que fiz?
Descambou!
O pessoal masculino descambou. A fragilidade revelada é preocupante. Cuidem-se!
Na realidade o pessoal masculino não descambou porque nestas matérias anda sempre descambado.