Pensamento da semana


Pedro Correia,

 

Num mundo cada vez mais virtual, alimentamo-nos de percepções.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

34 comentários em “Pensamento da semana”

      1. O virtual é o real em potência. Não espanta que, perante a realidade, milhões prefiram a esperança – mas deviam ser avisados que a esperança que enfardam está cheia de açúcar e de hidratos de absorção fácil… não é alimento.

          1. Então não existem. Limitam-se a estar.

            E entre a caverna do Platão e a Cela do Sócrates, vamos vivendo de conferência de imprensa em conferência de imprensa…

          2. Num mundo virtual nada existe – a força é potencial, não cinética, e só esta faz movimentar o mundo. Tudo o mais são construções no ar, e deixarmo-nos aprisionar em tais construções só provará que afinal os ogres somos nós.

          3. Sarin existe lá coisa mais poderosa do que a Ideia? E as ideias não crescem das árvores. Contudo não existe força imaterial maior que actue sobre a matéria do que o pensamento. O imaterial comanda a transformação do material. Contudo nascendo a Ideia na matéria cerebral tudo o que é imaterial provem do material…. Se parece confuso é porque é profundo e por isso certo.

          4. Por isso a Energia Potencial se transformar em Cinética… mas só funciona quando há transformação, quando a Ideia mexe.

            O parecer confuso se dever a ser profundo e por isso certo cheira-me a campanha…
            Maria Dulce, onde o contra-ataque???

  1. Curioso!
    Pensava que era o contrário.
    Perceções no mundo virtual… só se forem as de outros… ou de ninguém.

    João de Brito

    1. Absolutamente. Percepção É tudo o que conhecemos através dos sentidos. E o mundo virtual chega ao nosso cérebro através de quê? Porque a outra teoria que conheço vem do Schopenhauer e diz-nos que todo o mundo é representação. Não entendo esta nova filosofia: alguém me explica?

        1. Compreendo que um ente sensível como Schopenhauer seja considerado um fraco por um…calhau. É assim a diversidade animal.

          1. Minha cara, corajoso é aquele que perante a adversidade natural da vida não se deixa invadir pelo pessimismo de Shopenhauer e decida, pela sua Força de Vontade, encarar o mal como causa de um bem ou , para os mais bem nutridos , receber a maldade natural de braços abertos e ar trocista. Antes Nietzsche.

  2. Fora do mundo virtual também dependemos desde sempre das nossas perceções.

    O boato, a maledicência, as notícias falsas e a propaganda não nasceram com a internet. Vivíamos com elas sem internet, temos de aprender a viver com elas e com a internet.

    É curioso que se aceite hoje que um meio de comunicação faça notícias com fontes não confirmadas da internet, mas sempre pensámos que um jornal que se limitasse a repetir boatos não era digno desse nome. Temos que dessacralizar a tecnologia.

  3. Quando era miuda, usava todos os sentidos para perceber o mundo. Era um mundo pleno de cor e luz, de odores naturais a azedas, a urtigas, a estevas e hortelã… bricava com pedras, terra, pauzinhos, flores e folhas, fascinantes texturas que percorria com a ponta dos dedos. A água , mesmo a do chafariz da Memória, era fresca e límpida e sabia mesmo a água. Quando se desligava a TV e o rádio, ouviamos os grilos e as cigarras e o céu parecia uma manta de veludo salpicada por milhares de borrifos brilhantes, onde descobríamos formas imaginárias e brincávamos ao adivinha qual…
    Nesta era de milagres do conhecimento, retrocedemos em tudo, principalmente na percepção que temos do que nos rodeia e que na maior parte da vezes se resume à tela que vibra de cor e de som. É na tela que actualizamos o conhecmento, que trabalhamos, socializamos e nos divertimos. Explicamos tudo com um link, aprendemos tudo num motor de busca. Percebemos o mundo ao alcance de um clique, tornamo-nos vassalos do feudo digital, alimentamo-nos da adicta transgénese dos leds com quem percorremos os electrizantes wormholes do nosso quotidiano.
    Vivemos em simbiose, não dos desliguem do carregador sem o powebank estar a mais de 70%. !!

    1. Percebemos e continuamos a perceber o mundo com base em concepções virtuais. A virtualidade, pela idealização, acrescenta ao mundo a significância ao que não tem, nunca teve, significado. Uma rajada de vento é uma rajada de vento. Um golpe de chuva é apenas um golpe de chuva. Mas o poético da estação são os significados metafísicos que lhes damos. A chuva não será produto das amplitudes térmicas e saturações de humidade. Isso não seria suficiente, pois não a experimentamos assim.
      E o vento, sentimo-lo, não como um fenómeno físico, mas como uma melopeia divina.
      O mundo é assim representação.

          1. Não é deidade mas é esse Outro um nome pessoal.

            Maria, batem à porta; vá atender, por favor.
            Oh, minha xenhora, é o bento.
            Maria, calculo que seja o Bento. Vá atender, por favor.
            Maj oh minha xenhora, é o bento que abana aj árborej não é o Bento que f*** a xenhora…

          2. E sempre lhe digo que é muito pouco inclusivo colocar em causa uma maiúscula por questões deidade!

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