O virtual é o real em potência. Não espanta que, perante a realidade, milhões prefiram a esperança – mas deviam ser avisados que a esperança que enfardam está cheia de açúcar e de hidratos de absorção fácil… não é alimento.
E entre a caverna do Platão e a Cela do Sócrates, vamos vivendo de conferência de imprensa em conferência de imprensa…
Pois. Mas num mundo virtual só existe o que não existe.
Num mundo virtual nada existe – a força é potencial, não cinética, e só esta faz movimentar o mundo. Tudo o mais são construções no ar, e deixarmo-nos aprisionar em tais construções só provará que afinal os ogres somos nós.
Sarin existe lá coisa mais poderosa do que a Ideia? E as ideias não crescem das árvores. Contudo não existe força imaterial maior que actue sobre a matéria do que o pensamento. O imaterial comanda a transformação do material. Contudo nascendo a Ideia na matéria cerebral tudo o que é imaterial provem do material…. Se parece confuso é porque é profundo e por isso certo.
Por isso a Energia Potencial se transformar em Cinética… mas só funciona quando há transformação, quando a Ideia mexe.
O parecer confuso se dever a ser profundo e por isso certo cheira-me a campanha… Maria Dulce, onde o contra-ataque???
Já está, ali mais abaixo. Em grande forma.
A Maria Dulce nunca nos decepciona 🙂
Curioso! Pensava que era o contrário. Perceções no mundo virtual… só se forem as de outros… ou de ninguém.
Absolutamente. Percepção É tudo o que conhecemos através dos sentidos. E o mundo virtual chega ao nosso cérebro através de quê? Porque a outra teoria que conheço vem do Schopenhauer e diz-nos que todo o mundo é representação. Não entendo esta nova filosofia: alguém me explica?
Minha cara, corajoso é aquele que perante a adversidade natural da vida não se deixa invadir pelo pessimismo de Shopenhauer e decida, pela sua Força de Vontade, encarar o mal como causa de um bem ou , para os mais bem nutridos , receber a maldade natural de braços abertos e ar trocista. Antes Nietzsche.
Fora do mundo virtual também dependemos desde sempre das nossas perceções.
O boato, a maledicência, as notícias falsas e a propaganda não nasceram com a internet. Vivíamos com elas sem internet, temos de aprender a viver com elas e com a internet.
É curioso que se aceite hoje que um meio de comunicação faça notícias com fontes não confirmadas da internet, mas sempre pensámos que um jornal que se limitasse a repetir boatos não era digno desse nome. Temos que dessacralizar a tecnologia.
Quando era miuda, usava todos os sentidos para perceber o mundo. Era um mundo pleno de cor e luz, de odores naturais a azedas, a urtigas, a estevas e hortelã… bricava com pedras, terra, pauzinhos, flores e folhas, fascinantes texturas que percorria com a ponta dos dedos. A água , mesmo a do chafariz da Memória, era fresca e límpida e sabia mesmo a água. Quando se desligava a TV e o rádio, ouviamos os grilos e as cigarras e o céu parecia uma manta de veludo salpicada por milhares de borrifos brilhantes, onde descobríamos formas imaginárias e brincávamos ao adivinha qual… Nesta era de milagres do conhecimento, retrocedemos em tudo, principalmente na percepção que temos do que nos rodeia e que na maior parte da vezes se resume à tela que vibra de cor e de som. É na tela que actualizamos o conhecmento, que trabalhamos, socializamos e nos divertimos. Explicamos tudo com um link, aprendemos tudo num motor de busca. Percebemos o mundo ao alcance de um clique, tornamo-nos vassalos do feudo digital, alimentamo-nos da adicta transgénese dos leds com quem percorremos os electrizantes wormholes do nosso quotidiano. Vivemos em simbiose, não dos desliguem do carregador sem o powebank estar a mais de 70%. !!
Percebemos e continuamos a perceber o mundo com base em concepções virtuais. A virtualidade, pela idealização, acrescenta ao mundo a significância ao que não tem, nunca teve, significado. Uma rajada de vento é uma rajada de vento. Um golpe de chuva é apenas um golpe de chuva. Mas o poético da estação são os significados metafísicos que lhes damos. A chuva não será produto das amplitudes térmicas e saturações de humidade. Isso não seria suficiente, pois não a experimentamos assim. E o vento, sentimo-lo, não como um fenómeno físico, mas como uma melopeia divina. O mundo é assim representação.
Maria, batem à porta; vá atender, por favor. Oh, minha xenhora, é o bento. Maria, calculo que seja o Bento. Vá atender, por favor. Maj oh minha xenhora, é o bento que abana aj árborej não é o Bento que f*** a xenhora…
E sempre lhe digo que é muito pouco inclusivo colocar em causa uma maiúscula por questões deidade!
Revejo-me muito no seu comentário, Maria Dulce. Muito mesmo.
Pronto, e agora quem o atura?!

Sem percepção não passamos de virtuais ineptos, cheios de mundo mas esfaimados de razão.
Milhões alimentam-se do virtual. Como se o real não existisse. E para eles não existe mesmo. Porque só o virtual é real.
O virtual é o real em potência. Não espanta que, perante a realidade, milhões prefiram a esperança – mas deviam ser avisados que a esperança que enfardam está cheia de açúcar e de hidratos de absorção fácil… não é alimento.
Para muitos, só o virtual existe. O real é irreal.
Existirão esses?
Existem. Estão na caverna do Platão.
Então não existem. Limitam-se a estar.
E entre a caverna do Platão e a Cela do Sócrates, vamos vivendo de conferência de imprensa em conferência de imprensa…
Pois. Mas num mundo virtual só existe o que não existe.
Num mundo virtual nada existe – a força é potencial, não cinética, e só esta faz movimentar o mundo. Tudo o mais são construções no ar, e deixarmo-nos aprisionar em tais construções só provará que afinal os ogres somos nós.
Sarin existe lá coisa mais poderosa do que a Ideia? E as ideias não crescem das árvores. Contudo não existe força imaterial maior que actue sobre a matéria do que o pensamento. O imaterial comanda a transformação do material. Contudo nascendo a Ideia na matéria cerebral tudo o que é imaterial provem do material…. Se parece confuso é porque é profundo e por isso certo.
Por isso a Energia Potencial se transformar em Cinética… mas só funciona quando há transformação, quando a Ideia mexe.
O parecer confuso se dever a ser profundo e por isso certo cheira-me a campanha…

Maria Dulce, onde o contra-ataque???
Já está, ali mais abaixo. Em grande forma.
A Maria Dulce nunca nos decepciona 🙂
Curioso!
Pensava que era o contrário.
Perceções no mundo virtual… só se forem as de outros… ou de ninguém.
João de Brito
Virtualmente.
Ou virtual mente.
Absolutamente. Percepção É tudo o que conhecemos através dos sentidos. E o mundo virtual chega ao nosso cérebro através de quê? Porque a outra teoria que conheço vem do Schopenhauer e diz-nos que todo o mundo é representação. Não entendo esta nova filosofia: alguém me explica?
Schopenhauer era um fraco….
Compreendo que um ente sensível como Schopenhauer seja considerado um fraco por um…calhau. É assim a diversidade animal.
Minha cara, corajoso é aquele que perante a adversidade natural da vida não se deixa invadir pelo pessimismo de Shopenhauer e decida, pela sua Força de Vontade, encarar o mal como causa de um bem ou , para os mais bem nutridos , receber a maldade natural de braços abertos e ar trocista. Antes Nietzsche.
Fora do mundo virtual também dependemos desde sempre das nossas perceções.
O boato, a maledicência, as notícias falsas e a propaganda não nasceram com a internet. Vivíamos com elas sem internet, temos de aprender a viver com elas e com a internet.
É curioso que se aceite hoje que um meio de comunicação faça notícias com fontes não confirmadas da internet, mas sempre pensámos que um jornal que se limitasse a repetir boatos não era digno desse nome. Temos que dessacralizar a tecnologia.
Nem sempre acontece, mas estou de acordo consigo.
Quando era miuda, usava todos os sentidos para perceber o mundo. Era um mundo pleno de cor e luz, de odores naturais a azedas, a urtigas, a estevas e hortelã… bricava com pedras, terra, pauzinhos, flores e folhas, fascinantes texturas que percorria com a ponta dos dedos. A água , mesmo a do chafariz da Memória, era fresca e límpida e sabia mesmo a água. Quando se desligava a TV e o rádio, ouviamos os grilos e as cigarras e o céu parecia uma manta de veludo salpicada por milhares de borrifos brilhantes, onde descobríamos formas imaginárias e brincávamos ao adivinha qual…
Nesta era de milagres do conhecimento, retrocedemos em tudo, principalmente na percepção que temos do que nos rodeia e que na maior parte da vezes se resume à tela que vibra de cor e de som. É na tela que actualizamos o conhecmento, que trabalhamos, socializamos e nos divertimos. Explicamos tudo com um link, aprendemos tudo num motor de busca. Percebemos o mundo ao alcance de um clique, tornamo-nos vassalos do feudo digital, alimentamo-nos da adicta transgénese dos leds com quem percorremos os electrizantes wormholes do nosso quotidiano.
Vivemos em simbiose, não dos desliguem do carregador sem o powebank estar a mais de 70%. !!
Percebemos e continuamos a perceber o mundo com base em concepções virtuais. A virtualidade, pela idealização, acrescenta ao mundo a significância ao que não tem, nunca teve, significado. Uma rajada de vento é uma rajada de vento. Um golpe de chuva é apenas um golpe de chuva. Mas o poético da estação são os significados metafísicos que lhes damos. A chuva não será produto das amplitudes térmicas e saturações de humidade. Isso não seria suficiente, pois não a experimentamos assim.
E o vento, sentimo-lo, não como um fenómeno físico, mas como uma melopeia divina.
O mundo é assim representação.
Vento com maiúscula ou com minúscula?
Bento….
O bento que abana as árbores ou o Outro?
Porquê o outro com O grande? Já é deidade?
Não é deidade mas é esse Outro um nome pessoal.
Maria, batem à porta; vá atender, por favor.
Oh, minha xenhora, é o bento.
Maria, calculo que seja o Bento. Vá atender, por favor.
Maj oh minha xenhora, é o bento que abana aj árborej não é o Bento que f*** a xenhora…
E sempre lhe digo que é muito pouco inclusivo colocar em causa uma maiúscula por questões deidade!
Revejo-me muito no seu comentário, Maria Dulce. Muito mesmo.
Desisto….