«Faz parte do fascínio pelos monstros. Todos os contos de fadas com lindas princesas e príncipes encantados têm o mal representado na bruxa, no ogre, no gigante, que são personagens muito mais interessantes do que os amorosos apaixonados, que só dão nome à história, porque os monstros morrem no fim, numa tentativa da vitória eterna e incondicional do bem e do happily ever after.
Vivemos segundo um código. Qualquer religião prega o bem e apela à fraternidade e ao amor pelo próximo. É isso que se espera na prática de todo e qualquer um de nós. Condutas desviantes, anti-sociais, delitivas, provocam o fascínio do porquê, e são normalmente case study.
É por isso que se esmiuça a pessoa do criminoso numa autópsia psicológica interminável , relegando para segundo plano as vítimas que passam a engrossar a injusta lista anónima dos que pereceram num holocausto de insanidade, de um delírio alucinado singular ou colectivo.
Lembro-me de ser miúda e de ver nas sombras da noite não o Gato das Botas, valente e destemido, mas sempre o gigante feiticeiro… ou o Parras, o Homem do Saco, o Grande Lustucru… as ansiedades dos medos são monstros que se alimentam de adrenalina.»
Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu texto.

Não tinha lido este…
E, caramba, Maria Dulce, que comentário bonito sobre um assunto tão feio!
Comentário da semana:
“O que gostamos no livre arbítrio não é tanto a satisfação que dele tiramos pelos nossos méritos, mas mais dos julgamentos que ele nos permite fazer – e de nos castigarmos, com ele, pelo remorso/sentimento de culpa.”
Do Mestre.
Blogue, Mestre, blogue!
Não forma de enigma em verdade lhe digo. Não encontro no interesse dos outros o meu próprio interesse. O meu não entendimento confia-me o meu caminho.
Já uma vez lhe disse amiga. Já tudo foi pensado e dito. Vivemos sobre os escombros de Gigantes.
Vê outro comentário da semana, assim nasceu….
Sou genial
Mas certamente tem, se não bom génio, pelo menos bom humor 🙂
Isso já duvido
Agradeço à Sarin pela atenção , ao Kälhau pela modéstia e ao primo, claro está.
Num registo diferente, este também foi de mestre, Maria Dulce